
Saquinhos higiênicos para depositar absorventes, disponíveis em banheiros públicos. Se você só fala português, I'm sorry! As instruções não vêm nesta língua.
Parti do Brasil rumo à Itália no dia 17.11.2011. A viagem, um tanto cansativa, acentuou o desconforto, sensação muito comum para os que acabam por sofrer com a “síndrome da classe econômica“.
Após assistir alguns dos filmes que a companhia aérea disponibiliza aos passageiros, tirei breves cochilos acompanhados do frio. Mesmo assim, o esforço vale a pena: apesar da permanência no aeroporto de Roma por uma dezena de minutos, percebi o quão enorme e bem equipado é. Fui para o avião de ônibus, já que o terminal de embarque fica distante da pista de decolagem, o que dá uma ideia do tamanho do local.
Caso deseje fazer compras no free shop, faça ainda no Brasil, pois em terras tupiniquins os preços são mais módicos do que no país do fettuccine. Agora se o desejo é comprar uma bolsa da Burberry, um casaco Salvatore Ferragamo ou itens da Chanel, Ferrari, dentre outras, o aeroporto de Roma têm grande variedade de opções.
Ao chegar no exterior há a opção de adquirir um cartão telefônico internacional, que liga e recebe de quase todos os lugares do mundo, por um valor mínimo de 24 euros. Tenha paciência ao telefonar, pois além da enormidade de números a serem digitados, despende-se um bom tempo até conseguir contato. Porém, com o tempo e com o uso, o ato de ligar será aprimorado.
Mesmo com sono e com o frio de Roma, andei sorrindo pelos corredores do aeroporto de Roma. Para alguns pode até parecer banal, mas para mim é a primeira vez que venho à Europa e â Itália, país que sonho conhecer desde adolescente. E posso dizer que a primeira impressão foi bastante positiva.
Peguei um outro vôo de Roma, que fica na região central do país, rumo a Gênova, localizada na parte noroeste e banhada pelo Mar Mediterrâneo. Vista de cima, a cidade parece um grande tabuleiro de edificações brancas encrustradas dentre montanhas. Por terra, a beleza local se confirma pelas casas e prédios antigos charmosos e bem conservados.
O aeroporto de Gênova é menor que o de Roma, mas é estruturado e eficiente. As ruas e estradas são limpas, lisas e organizadas. Devido o terreno montanhoso, Gênova é repleta de túneis. A cidade com cerca de 640 mil habitantes é cercada de pequenas localidades ao redor, como é o caso de Varezze, local em que me encontro no momento. Gênova, a maior cidade da região, fica em torno de uma hora de distância de Nice, a principal cidade da região de Côte d’azur, na França. É só pegar um trem e em pouco tempo se está em outro país.
Varezze é a típica cidade interiorana da Itália, cheia de charme e de povo simpático. Apesar do hotel onde estou oferecer uma ótima refeição, não pude deixar de deliciar-me com uma típica foccacia e os doces caseiros apreciados através das belas vitrines de estabelecimentos intimistas e aconchegantes.
Diferentemente do brasileiro, o italiano geralmente come um prato de entrada, que pode ser uma pasta, arroz branco com azeite e ervas (só ele, sem acompanhamento), bem como uma minestra (adorei esta palavra), uma deliciosa sopa feita basicamente de legumes e massa. O prato principal é composto de uma proteína servido por vezes com algum legume, como batata ao forno. Delicioso!
Varezze, que tem como atividade principal o turismo de sua praia e bela orla, agora não tem tanto turista porque o outono é um prenúncio de clima frio e temperaturas amenas de até 5ºC. O comércio fecha às 19h, mas uma boa quantidade de restaurantes, pizzarias, algum bar e café, além de uma sobrevivente gelateria, não deixam a noite morrer.
Não se desespere quanto ao frio: o sistema de arrefecimento de qualquer local é bastante eficiente, dá até para ficar de camiseta. Agora só não saia assim na rua.
Os italianos são um ponto a parte, com destaque para os de cidade pequena, pois são educados e atenciosos. Mas atenção: a maioria dos habitantes de cidades pequenas não falam inglês. Alguns conhecem outro idioma. Se o seu caso é como o meu, que não “parlo” italiano, vale fazer uma “mistureba” de portunhol com italiano, gestos e mímicas. Deu certo. Eu não passei fome. Agora por via das dúvidas, compre um dicionário de viagem e um casaco bem quentinho.



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